Fechou os olhos Enquanto ele Por ela (nela) passeava Sentiu Mãos que delicadamente O corpo explorava Misto de sonho e realidade Fazendo arder o desejo Suplicar o prazer E no torpor Desta entrega solitária Adormecer Sem o corpo dele (sobre o dela) Amanhecer E ela (sem ele)...
Sal da alma Lava minha face Libera emoção Mas não leva de mim Este sentimento Não sossega minha alma Não acalma meu coração Continuo sem direção Imersa na solidão
Inquietação Depressão Dilaceração da alma Destruição Quase fatal Mas não terminal Dádiva Para um ser mortal Sofrimento que instiga Dor que excita Castigo merecido Alucinação Beleza morta Raro natural Loucura essencial Morbidez existencial
Me faça aprender viver sem você Explica para o meu coração
Diz para ele o porquê da separação Interceda por mim Zele dos meus sentimentos uma única vez mais
Olhe para mim
Quase nada de mim restou Ultimamente eu fui apenas você Esse talvez tenha sido o meu erro
Fiz de você a minha vida Abri mão de mim Respirava... E só sentia você E agora tá difícil me encontrar Incontáveis são as noites, os dias que em busca de mim... Só encontro você...
Eu queria que esse cansaço da alma De mim não tomasse conta Que a tristeza passasse Mas... Triste quimera de um espírito desassossegado Atrelado em lembranças, dores A uma vida que não viveu E ninguém percebeu Alguém que desse mundo Quer ir embora Adormecer num sono profundo Sucumbir à vida Se entregar à sombra da eternidade
A vida em mim agoniza aos poucos Deteriorando o que restou de um tempo Em que eu não via a escuridão E nem a temia Hoje ela habita em mim Faz parte do que sou Desperto nunca adormeço Nesta ânsia do fim Se é que existe um fim Talvez a vida seja mesmo assim Sem sentido Sem explicação Ou quem sabe eu seja assim Essa incerteza Num turbilhão de emoções Onde a vida nunca me dá explicações E passa por mim sem sentido algum Apenas passa Deixando em mim Seus rastros A aflição De quem está vivo e não vive...
Queria poder me desvencilhar De tudo o que me aflige Medos, tristezas, Sentimentos reprimidos, Essa angustia que me fere a alma E me faz sangrar por dentro... Queria transpor barreiras, Ir além do que se é permitido Cruzar as fronteiras desta vida medíocre Na qual me fechei... Sei que errei, Que tomei caminhos obscuros... Quero voltar, Apenas não sei como E sozinha eu não consigo...
Me pintei com as cores da alegria Pensando que assim a tristeza Pudesse se afastar de mim Triste ilusão De mim nada tira esta tristeza Que se enraizou na minha alma Transformando-me neste ser Que divaga nas palavras Soltas entre lembranças, lágrimas Uma garrafa de vinho e a eternidade da madrugada Onde as horas se arrastam, não passam A música traz a nostalgia E então a melancolia se instala Vira quase um desespero Enquanto a escuridão lá de fora Se mistura com a minha Fazendo com que as cores Desapareçam Assim como a alegria inventada Que enfeitiçada pela tristeza Se rende a ela E mais uma vez cores e alegria Se transformam em borrões Em uma obra inacabada, falida Pela frustração de uma vida sem cor Que para tudo se fechou E que se conforma com o que restou A dor!
É assim que deveria ser Viver sem ter medo Paixão sem sofrer Chuva ao entardecer A imensidão num momento Sentimentos intensos Olhos brilhando sempre E no coração Nada de solidão Vida em transição Risos até cair no chão Mãos dadas ao anoitecer Lua “lumiando” E a vida acontecendo Simples e sincera Como deveria ser
Palavras não precisariam ser ditas Se hoje houvesse o teu abraço O calor do teu corpo aquecendo Cessando o frio do meu Não haveria dias ou noites O tempo pararia para mim A tristeza teria fim Se por alguns minutos Eu pudesse ficar assim Envolta nos teus braços Sentindo a tua respiração Ouvindo as batidas do seu coração Que quase fazem o meu ficar sem pulsação Eu não precisaria de mais nada hoje Se você apenas estivesse aqui Sem ser nos meus sonhos Nas lágrimas incontidas Que teimam em cair Quando a noite sorrateira vem Trazendo com ela a solidão Fazendo aflorar os meus medos E essa necessidade de você E nesse instante mais uma vez Eu tenho certeza Que hoje eu não precisaria de mais nada Só de você!
Tudo o que aconteceu, tudo o que fomos E o que senti
Com você eu viveria novamente Olho para você e tenho certeza que foi verdadeiro Nada irá tirar de mim o amor que tenho por ti Habitará em mim para sempre este sentimento Envolvido em lembranças e saudades dos nossos momentos Capítulos de nossas vidas que o tempo não irá apagar Estaremos ligados eternamente, caminhos traçados Riscados, desenhados, predestinados pela vida
Desencontrados pelo destino Entrelaçados pelo coração
Nunca destruídos pela separação O tempo nos trará de volta esta emoção Vida em transição O nosso amor se cumprindo... Sentimentos em evolução!
É ilusão querer não estar sozinho Na verdade todos sempre estamos Há momentos que isto se torna claro Você olha para os lados E com nada se depara Então você percebe Que nada significou Foram só momentos Algo que aconteceu Mas passou E mais uma vez você está sozinho Ninguém está à beira do caminho É triste Mas um dia Você se acostuma A caminhar sozinho
É quando a vida nos coloca frente às adversidades, frente às injustiças e desgraças que devemos mais do que nunca exercer o amor, exercer a compreensão e o perdão. Não deixar que a maldade alheia tome nossos corações nos tornando pessoas amargas, vingativas e cegas a nossa verdadeira missão neste plano. Por mais que as coisas nos revoltem, façam nos sentirmos impotentes não podemos responder a elas da mesma maneira, é nessa hora que temos que manter a nossa essência e elevarmos os nossos sentimentos, para que eles sejam sempre sublimes. Isto não quer dizer que devemos ser inertes perante as monstruosidades, aos acontecimentos, mas sim que devemos ser brandos nas nossas palavras e gestos para que isto não venha afetar de forma negativa nossas vidas e nossa alma. Temos sim que buscar a justiça e lutarmos pelo o que é certo sempre, mas sem levantarmos a bandeira do ódio, da destruição e da falta de amor. Não podemos Corrigir um erro cometendo outro, não podemos punir o assassino cometendo o mesmo crime que ele, não podemos punir o ladrão roubando de nós mesmos o senso da razão. Temos sim que exigir a punição dos erros, dos crimes, mas de forma racional e temos que desejar e pedir para que seres de luz iluminem a consciência de quem comete estes erros ou crimes para que este caia em si e se dê conta do que praticou. Tenham Certeza não existe pior punição do que nossa própria consciência. Quanto às vítimas tenham certeza também que elas estarão exercendo a prática do perdão, estarão num caminho de luz e crescimento. Não podemos colher o amor semeando ódio!
Por favor, se usar algum texto coloque os créditos do autor... Não só nos meus, mas em qualquer texto que faça uso e que não seja da sua autoria... Nós autores (mesmo reles como eu), agradecemos. Muito Obrigada! giovana mendhes