sábado, 18 de outubro de 2008

Espelhos da Minha Alma


Pensamentos me calam
Me levam para dentro de mim
Viaje solitária
Sem destino
Quase um desatino
Amores
Dores, alegrias
Desilusões
Algumas ilusões
Por que não?!
E aqui fechada
Dentro de mim
É onde me encontro
Me reencontro
Onde me vejo
Nos espelhos da minha alma
E mesmo quando o medo
De mim mesma
Os meus olhos fecham
Eles nunca mentem
Me mostram
E só refletem o que sou

giovana mendhes.¸.•*ੴ

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Desde que um dia... Você esteja em mim!


Hoje o que eu quero
Não é o que eu sempre quis
E daí?
Nem eu sei o que na verdade
Eu quero
Se quero ir
Se quero ficar

O dia em mim
À noite em você
A minha vida é assim
E a sua como é?
Não diga para mim
Não diga para ninguém
Prove para você
Quem você é
Apenas para você

Eu de você
Só quero
O que posso sentir
Sem resistir

O tempo para mim
Não importa
Nem onde você está
Agora
Desde que um dia
Você esteja aqui
Em mim
Refletindo
O que vem do coração

Me mostrando a direção
Para um caminho sem razão
Onde tudo é possível
Até mesmo ser assim
Como eu sou
Essa indefinição

Então quando der vontade
Vem
Para a nossa loucura sensata
E vamos seguir nosso caminho
Sem termos a certeza
De ser o certo ou o errado
Onde podemos ir embora
Sozinhos
Sem nunca ter deixado
Um ao outro

A solidão
Para nós não existe
Porque mesmo solitários
Estamos juntos
Na imensidão
Do nosso mundo sem razão...

giovana mendhes .¸.•*ੴ

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Entregue-se



Quero que me olhes
Enxergue
Quem sou
Olhe além
Da mulher
Fêmea
Da que te dá prazer
Sinta
A essência
Da minha alma
Do meu querer
Do meu instinto
Que às vezes
De bicho vem a ser
Esqueça
O que teus olhos em mim vêm
Imagine
Pressinta
Realize
Não seja óbvio
Não resista
Não se resigne ao superficial
Não se entregue ao artificial
Tudo deve ser natural
Profundo
Mergulhe nas entranhas
Do íntimo
Entregue-se
Ao que os olhos não vêm

giovana mendhes .¸.•*ੴ

Sal dos Olhos


Lembranças jogadas
Num canto do coração
Dilaceradas por palavras
Ditas sem razão
A culpa não é sua
Não é minha
É do tempo
Que passou
E com ele
O nosso amor levou

As palavras amargas
Não precisavam
Ter sido ditas
O silêncio basta
Para um amor
Que acaba

Mas no calor dos sentimentos
O coração não se segura
E fala pela gente
Grita toda a dor da despedida
Enquanto o sal dos olhos
Lava a face
Inunda a alma

Toda calma vai embora
E eu sei
Que não tem jeito
Dor de amor
Passa
Mas demora
Enquanto isso
No meu coração
Ela mora...


giovana mendhes .¸.•*ੴ

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Casual


Quando nossos olhos se cruzaram
Uma chama, um incêndio carnal
Em nós brotou

Naquele dia eu soube que você seria a minha perdição
Inebriada, perdida, tomada pelo desejo
Nos teus braços me deixei
Gozei da tua paixão plena
Unidos pela carne
Estremados pela vida
Mas naquele dia nada importava

Só queríamos um ao outro
Arrebatados pelo prazer
Imprudentes no deleite do que é mundano
Bocas lascivas
Ali corrompidas

Despidos... Nus do que se é moral
Apenas buscando o imoral
Que alimenta o tesão
Unidos, separados, misturados
Em nós só existe o que é carnal
Libido... Instinto animal
Em mim, em você... Em nós... O sensual

Divino sentimento profano
Instiga, excita, corrompe
Aviva em nós o casual que se faz essencial

giovana mendhes .¸.•*ੴ

Deixar Acontecer

Sentimento guardado
Trancado
Castigado pelo momento
Pela distância
Por esta
E outras vidas

Sentimento que às vezes
Sufoca
E faz com que palavras
Fujam
E o revelem

Sentimento
Que quando parece acabar
Brota
Maior e intenso
Sentimento
Que não tem fim
Só começo

Sentimento
Que não precisa de entendimento
Ele se basta
Nos basta
Só nós precisamos saber

Sentimento que só dentro de nós
Precisa acontecer
Sentimento que o alheio
Não precisa saber

Sentimento sem juras
Ou planos
Porque nesta vida
Ele não pode ser

Sentimento
Que um dia aqui de dentro
Irá sair
Completos então
Nós poderemos ser
E juntos este sentimento
Deixar acontecer

giovαnα mendhes .¸.•*ੴ

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Agora


Não é diferente
Tudo continua igual
É que só agora
Eu consigo ver
Com olhos de verdade
Agora
Como antes eu não via
Não conseguia
E num instante
Tudo se fez claro
A realidade se mostrou
Mas não se fez estranha
Ela sempre esteve ali
Aqui
Eu que não a via
Talvez
Porque naquele momento
Não deveria
Mas agora...
Agora tudo continua igual
E apesar de às vezes
A realidade me ferir
Eu não sinto dor
Porque em mim
Agora
Só quero o que for real
É o meu ideal
Agora

giovαnα mendhes .¸.•*ੴ